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Barroso pode abandonar o barco: medo de punições de Trump e racha com Moraes aumentam pressão

A revelação foi feita pelo site Poder360 nesta quarta-feira (6), indicando que Barroso está profundamente incomodado com o clima de divisão e instabilidade que tomou conta da Corte.

Barroso pode abandonar o barco: medo de punições de Trump e racha com Moraes aumentam pressão
Barroso pode abandonar o barco: medo de punições de Trump e racha com Moraes aumentam pressão (Foto: Reprodução)

O Supremo Tribunal Federal enfrenta uma grave crise interna. O presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, estaria considerando abandonar o cargo após o fim de seu mandato na presidência do STF, em setembro. A revelação foi feita pelo site Poder360 nesta quarta-feira (6), indicando que Barroso está profundamente incomodado com o clima de divisão e instabilidade que tomou conta da Corte.


Segundo o veículo, apesar de Barroso manter uma postura pacificadora em público, nos bastidores o cenário é diferente. Aliados próximos relatam um sentimento crescente de frustração e impotência. “Quem conversa com o presidente do Supremo fica com a impressão de que ele pode sair do Tribunal depois de deixar o cargo, no final de setembro”, afirmou o site.

Caso confirme sua saída, Barroso anteciparia sua aposentadoria em mais de sete anos, já que a compulsória só ocorreria em março de 2033. A decisão abriria espaço para o presidente Lula (PT) nomear seu terceiro ministro no atual mandato, ampliando ainda mais sua influência sobre o Judiciário. Até agora, Lula já indicou Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Os nomes mais cotados para a possível nova vaga incluem: Bruno Dantas (ministro do TCU), Jorge Messias (advogado-geral da União), Rodrigo Pacheco (senador do PSD-MG) e Vinicius Carvalho (ministro da CGU).

Ministros desconfortáveis com Moraes e temor de sanções de Trump

Nos bastidores do STF, cresce o desconforto com a postura autoritária do ministro Alexandre de Moraes, especialmente nos processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o Poder360, cinco ministros confessaram a interlocutores que desaprovam a maneira como Moraes tem conduzido os casos, principalmente a recente decisão de impor prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica a Bolsonaro — uma medida considerada precipitada e polêmica.

Outro fator que agrava a tensão no STF é o temor real de que ministros brasileiros possam ser alvos de sanções internacionais, especialmente com o avanço de pedidos baseados na Lei Magnitsky, dos Estados Unidos. Essa legislação permite que o governo americano congele bens e restrinja viagens de indivíduos envolvidos em violações de direitos humanos e atos antidemocráticos.

Barroso, por sinal, é o ministro mais vulnerável a esse tipo de sanção, segundo analistas. O motivo? Ele possui imóveis em Miami, costuma frequentar Harvard em temporadas acadêmicas e tem fortes vínculos com os Estados Unidos — o que o deixaria mais exposto a eventuais punições determinadas pelo presidente americano Donald Trump.

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