CEO do Itaú sinaliza que banco seguirá Lei Magnitsky
A Lei Magnitsky, sancionada nos Estados Unidos, permite que o governo norte-americano, sob a liderança de Donald Trump, aplique sanções econômicas e restrições de visto contra indivíduos e entidades envolvidas em práticas antidemocráticas, corrupção ou violação de direitos humanos.

Durante coletiva nesta terça-feira (5), o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, confirmou que o banco irá seguir à risca a Lei Magnitsky — legislação dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, que autoriza sanções contra violadores de direitos humanos e corruptos em todo o mundo.
A declaração ocorre em meio à repercussão das sanções impostas recentemente pelo governo norte-americano ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de atentar contra liberdades fundamentais no Brasil.
Questionado sobre o possível alcance dessas sanções e se outras autoridades ou instituições brasileiras poderiam ser atingidas, Maluhy foi cauteloso, mas claro:
“Discutir extensão é algo que eu prefiro não comentar. Esse é um tema que não temos controle algum, naturalmente, e não discutimos o campo das hipóteses” – declarou.
Escorando-se na legislação, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o sigilo bancário, o executivo evitou citar casos específicos, mas deixou evidente o alinhamento do Itaú com normas internacionais.
“Cumprimos rigorosamente as leis de todas as jurisdições onde atuamos. Temos advogados externos e nos cercamos dos melhores consultores jurídicos” – afirmou.
Maluhy lembrou que o Itaú está presente em 19 países e que regras como a Lei Magnitsky, agora aplicada a Alexandre de Moraes, impactam diretamente as relações comerciais do banco com fornecedores e parceiros internacionais.
A Lei Magnitsky, sancionada nos Estados Unidos, permite que o governo norte-americano, sob a liderança de Donald Trump, aplique sanções econômicas e restrições de visto contra indivíduos e entidades envolvidas em práticas antidemocráticas, corrupção ou violação de direitos humanos. A inclusão de Moraes na lista de sancionados ampliou o foco internacional sobre autoridades brasileiras e acendeu o alerta no setor financeiro.
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