Operação da PF revela rombo de até R$ 6,3 bilhões no INSS — ministros do STF entram em choque sobre relatoria
A Procuradoria entendeu que não havia justificativa para que Toffoli seguisse com o caso, e recomendou a redistribuição por sorteio, para assegurar maior imparcialidade. Agora, a análise do esquema ficará nas mãos de André Mendonça.

O ministro André Mendonça passou a ser, nesta segunda-feira (25), o novo relator do inquérito que apura fraudes bilionárias nos descontos do INSS. A mudança aconteceu após um sorteio determinado pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O processo estava até então sob o comando de Dias Toffoli, que alegava conexão com outros casos, mas sua permanência foi contestada pela própria PGR.
A investigação começou em abril de 2025, por meio da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que expôs um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões. As irregularidades foram praticadas por sindicatos e associações, com participação de servidores ligados ao próprio INSS. O rombo estimado varia de R$ 3,3 bilhões a R$ 6,3 bilhões, atingindo milhares de beneficiários que tiveram seu dinheiro retirado sem autorização.
A Procuradoria entendeu que não havia justificativa para que Toffoli seguisse com o caso, e recomendou a redistribuição por sorteio, para assegurar maior imparcialidade. Agora, a análise do esquema ficará nas mãos de André Mendonça.
Paralelamente, o Congresso já instalou a CPMI do INSS, que terá oposição na presidência e na relatoria, ampliando a pressão política sobre o escândalo. A atuação conjunta do STF e do Legislativo mostra que o caso deve ganhar ainda mais repercussão.
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