cover
Tocando Agora:

Relator da CPMI do INSS afirma que será “duro e implacável”

O parlamentar também revelou que recusou um convite do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma visita, justamente para não dar margem a questionamentos sobre sua imparcialidade.

Relator da CPMI do INSS afirma que será “duro e implacável”
Relator da CPMI do INSS afirma que será “duro e implacável” (Foto: Reprodução)

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), prometeu ser “duro e implacável” na condução das investigações sobre fraudes bilionárias que atingiram aposentados e pensionistas. Ele garantiu que não permitirá que a comissão termine em “pizza”, como tantos brasileiros temem.


– “Começamos com uma pizza pronta no imaginário da população. Da minha parte, não jogarei a minha história para proteger quem quer que seja. Serei duro e implacável com todos aqueles que cometeram crime, independente do governo que participaram” – afirmou.

Gaspar assegurou que não haverá “protegidos nem perseguidos” em seu relatório, reforçando que atuará com independência. O parlamentar também revelou que recusou um convite do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma visita, justamente para não dar margem a questionamentos sobre sua imparcialidade.


– “O presidente Jair Bolsonaro, na semana anterior à escolha, com quem tive pouquíssimos contatos, mas tenho consideração, perguntou por meio do advogado se eu queria fazer uma visita, que ele gostaria de me convidar para uma visita” – disse.

Na sessão desta terça-feira (26), estão previstas convocações de ex-ministros da Previdência e de ex-presidentes do INSS. Entre os nomes, está José Carlos Oliveira, que atuou no governo Bolsonaro e aparece em investigação da Polícia Federal por supostos vínculos com pessoas ligadas à Conafer, entidade que recebeu mais de R$ 100 milhões do INSS. Também serão convocados Carlos Lupi, ministro da Previdência de Lula, quando o escândalo dos descontos fraudulentos explodiu, e Carlos Gabas, que comandou a pasta no governo Dilma Rousseff.

Além disso, dez ex-presidentes do INSS, de gestões que vão de Dilma até o atual governo, serão chamados a prestar esclarecimentos. A comissão também requisitou informações à Controladoria-Geral da União (CGU), à Polícia Federal, ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Procuradoria-Geral da República (PGR), ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal, entre outros órgãos. O objetivo é ampliar o acesso a documentos e inquéritos que possam esclarecer o esquema de fraudes.


Gaspar reforçou que a investigação não se limitará a um período ou governo específico, mas percorrerá toda a linha do tempo das gestões federais para identificar os responsáveis.

Comentários (0)