“Trump está sendo muito cordial com Lula”, diz Eduardo Bolsonaro
Para o deputado, o chefe do Executivo brasileiro não demonstra interesse real em procurar Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, porque estaria se aproveitando do embate tarifário para justificar o fracasso de sua política econômica.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta sexta-feira (29) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem sido “muito cordial” com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo diante da crise causada pelo tarifaço imposto pelos norte-americanos. Segundo o parlamentar, falta ao petista abandonar sua postura ideológica e agir de forma responsável para iniciar de fato uma negociação.
– Eu acho até que Trump está sendo muito cordial com o Lula, porque duas semanas atrás ele disse que receberia uma ligação de Lula. Agora, o Lula tem que ter conduta de presidenciável, tem que deixar de lado um pouco a pauta ideológica. Lula não fará isso, porque pensa primeiro no poder – declarou Eduardo em entrevista à coluna de Andreza Matais e André Shalders, do portal Metrópoles.
Para o deputado, o chefe do Executivo brasileiro não demonstra interesse real em procurar Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, porque estaria se aproveitando do embate tarifário para justificar o fracasso de sua política econômica.
– Para se manter no poder, está adorando essa questão tarifária, por poder culpar Trump por seu fracasso na parte econômica – avaliou.
Eduardo Bolsonaro sugeriu que o governo enviasse uma delegação a Washington para se colocar à disposição da agenda de Trump, citando como exemplo a postura do Japão, que já teria conseguido solucionar entraves semelhantes.
– Vou dar o exemplo de um país que conseguiu resolver a questão tarifária: o Japão. O Japão montou uma comitiva, enviou para a capital americana, e ficou à espera de agenda. E não como o Lula, que fica pensando: “Ah, será que o Trump vai puxar minha orelha?” Isso é algo muito pequeno perto da responsabilidade daqueles que pretendem representar a população brasileira. Será que não dá pra deixar uma delegação brasileira disponível 24 horas em Washington DC? – questionou.
Na contramão, Lula tentou justificar sua falta de diálogo direto com Donald Trump, afirmando nesta quinta-feira (28) que não pretende se “humilhar” diante do líder americano.
– Um homem que anda de cabeça erguida, tem dignidade, não rasteja diante de outro homem. O dia que o Trump quiser, eu estarei pronto para conversar. Mas ele nem carta, para mim, mandou. Na hora que ele quiser, o “Lulinha paz e amor” está pronto para conversar, mas não pensem que o Lula vai ficar mendigando uma conversa não – disse Lula.
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