Julgamento de Bolsonaro terá 500 jornalistas e público de 3,3 mil
Além de Bolsonaro, estarão no banco dos réus: Alexandre Ramagem, Almir Garnier Santos, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

O Supremo Tribunal Federal (STF) abrirá na próxima terça-feira (2) um julgamento sem precedentes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete nomes de peso de seu governo, acusados de suposta participação em um “plano de golpe”. O processo está cercado de enorme aparato midiático e político, e contará com cinco sessões, numa verdadeira operação de guerra que mobilizou 501 profissionais de imprensa nacionais e internacionais.
O interesse em acompanhar de perto o julgamento foi massivo: o STF registrou 3.357 pedidos de inscrição de pessoas querendo assistir às sessões. Apenas 150 lugares foram disponibilizados para o público, distribuídos a cada dia mediante autorização prévia. Já a sala da Primeira Turma, onde ocorrerão os trabalhos, terá espaço limitado para 80 jornalistas. Para tentar dar conta da cobertura, o tribunal instalou um telão e cadeiras na área externa, com acesso restrito apenas à imprensa credenciada.
As sessões estão marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, em horários que vão das 9h às 19h e, em alguns dias, das 9h às 12h. A expectativa é de que o resultado seja anunciado no encerramento, no dia 12.
Além de Bolsonaro, estarão no banco dos réus: Alexandre Ramagem, Almir Garnier Santos, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Eles são acusados de crimes como “tentativa de golpe de Estado”, “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, “organização criminosa”, “dano qualificado” e “destruição de patrimônio tombado”.
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