Maduro treme nas bases e implora à ONU para barrar ação militar dos EUA no Caribe
Segundo o ditador, a situação atingiu um nível de ameaças “sem precedentes”, colocando em risco a paz e a segurança da América Latina.

O ditador Nicolás Maduro correu para a ONU na tentativa de impedir que os Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, avancem com o envio de navios de guerra ao Caribe. Desesperado, o regime chavista classificou a ação como uma “gravíssima ameaça”.
Em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e divulgada pela chancelaria venezuelana, Maduro disse estar alarmado com uma suposta “escalada de agressões do governo dos EUA”.
Segundo o ditador, a situação atingiu um nível de ameaças “sem precedentes”, colocando em risco a paz e a segurança da América Latina.
“A humanidade e esta Organização não podem permitir que, em pleno século XXI, ressurjam políticas de força que ponham em risco a paz e a segurança internacionais”, declarou o tirano socialista.
A tensão entre Caracas e Washington aumentou nos últimos dias diante da expressiva mobilização naval ordenada pelo presidente Donald Trump. Trata-se de um deslocamento muito maior do que operações habituais na região, incluindo destroyers, cruzadores lança-mísseis e até a presença de um submarino nuclear de ataque rápido.
Fontes do governo americano destacam que a missão tem como objetivo enfrentar cartéis de drogas latino-americanos, prioridade central da gestão Trump no combate ao narcotráfico e na defesa da soberania dos EUA. O presidente já autorizou o Pentágono a preparar alternativas militares para caçar cartéis e organizações criminosas que atuam no continente.
Em sua longa carta, Maduro acusa os EUA de utilizarem “medidas coercitivas unilaterais” e de buscarem justificar uma “intervenção estrangeira” na Venezuela. No entanto, para Washington, trata-se de uma ação de segurança hemisférica contra o crime organizado, não de uma guerra contra o povo venezuelano.
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