Vereador em prisão domiciliar assume prefeitura de cidade maranhense
A situação causa perplexidade porque “Pelego” cumpre prisão domiciliar e é investigado pelo Gaeco do Maranhão no âmbito da Operação Tântalo II , a mesma que resultou no afastamento do prefeito e da vice.
Um episódio que escancara a degradação institucional em administrações locais veio à tona no Maranhão. José Luís Araújo Diniz, conhecido como “Pelego” (União Brasil), presidente da Câmara Municipal de Turilândia (MA), assumiu interinamente a Prefeitura após decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) afastar o prefeito Paulo Curió (União Brasil) e a vice-prefeita Tânya Mendes (PRD).
A situação causa perplexidade porque “Pelego” cumpre prisão domiciliar e é investigado pelo Gaeco do Maranhão no âmbito da Operação Tântalo II , a mesma que resultou no afastamento do prefeito e da vice.
A mudança no comando do Executivo municipal foi formalizada por portaria publicada na última sexta-feira (26), reconhecendo a vacância temporária dos cargos de prefeito e vice-prefeita. Com a ida do presidente da Câmara para o Executivo, a vice-presidente do Legislativo, a vereadora Inailce Nogueira Lopes, passou a exercer interinamente a presidência da Câmara Municipal.
Apesar da posse, a atuação de “Pelego” é severamente limitada. Ele só pode sair de casa para comparecer a sessões previamente marcadas da Câmara. Qualquer deslocamento não autorizado pode resultar na revogação da prisão domiciliar e transferência imediata para uma unidade prisional.
O promotor Fernando Berniz, do Gaeco, esclareceu que a posse interina segue a legislação local:
"Depois
No entanto, Berniz deixou claro que o vereador não pode exercer atividades presenciais na Prefeitura:
“Ele não pode. Caso queira exercer as funções no Executivo, precisa pedir autorização à desembargadora. Hoje, ele só pode sair de casa para ir às sessões da Câmara Municipal previamente designadas”.
Sobre Inailce Nogueira Lopes , que também
A Justiça estadual converteu para prisão domiciliar as detenções dos cinco vereadores de Turilândiaque se entregaram na úlR$ 56 milhões em recursos públicos. Entre os investigados estão Gilmar Carlos (União Brasil), Savio Araújo (PRD), Mizael Soares (União), Inailce Nogueira (União) e Ribinha Sampaio(E
Já o prefeito afastado, a vice-prefeita e a primeira-dama foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
Segundo investigação do Ministério Público do Maranhão(MP-organização criminosa teria se instalado tanto na Prefeitura quanto na Câmara Municipal de Turilândia, com foco no desvio sistemático de recursos, especialmente das áreas da Saúde e da Assistência Social.
O esquema teria movimentado mais de R$ 56 milhões, por meio de empresas fictícias, com divisão clara de funções entre políticos, operadores financeiros e empresários. Além de organização criminosa, pesam indícios de fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.
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