Para tentar se livrar de prisão perpétua nos EUA, Maduro sinaliza entregar aliados que contribuem para o narcotráfico internacional
De acordo com as denúncias, Maduro teria liderado e facilitado um esquema internacional de envio de toneladas de cocaína ao território norte-americano, utilizando a própria máquina estatal venezuelana.
O ditador venezuelano Nicolás Maduro enfrenta acusações gravíssimas na Justiça dos Estados Unidos, envolvendo narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e conspiração criminosa. Os processos podem resultar em prisão perpétua, segundo autoridades americanas.
De acordo com as denúncias, Maduro teria liderado e facilitado um esquema internacional de envio de toneladas de cocaína ao território norte-americano, utilizando a própria máquina estatal venezuelana. Portos, aeroportos e forças de segurança do país teriam sido empregados como instrumentos do crime, em cooperação com grupos armados estrangeiros, transformando o narcotráfico em ferramenta política e financeira do regime.
Diante da possibilidade real de uma condenação máxima, Maduro passou a sinalizar disposição para colaborar com a Justiça americana, indicando que poderia entregar aliados políticos e militares envolvidos nas redes criminosas. A manobra teria como objetivo reduzir sua pena e preservar parte de seu círculo mais próximo, evidenciando rachaduras internas no regime chavista sob crescente pressão internacional.
O caso ocorre em meio a um debate mais amplo na América Latina sobre o enfrentamento ao crime organizado transnacional. Durante o governo do atual presidente dos EUA, Donald Trump, os Estados Unidos buscaram classificar facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas, o que ampliaria o alcance de sanções e ações internacionais.
Na contramão, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se posicionou contra essa classificação, alegando defesa da soberania nacional. Especialistas alertam, no entanto, que a incapacidade ou falta de vontade política de países como Brasil e Venezuela em combater organizações criminosas transnacionais pode abrir espaço para novas pressões externas ou até intervenções dos EUA, sob o argumento de combate ao narcotráfico e ao terrorismo.
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