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Após acusação de ‘furada de fila’ em concurso, João Campos é alvo de impeachment

O pedido tem como base a nomeação de Lucas Vieira da Silva para uma vaga destinada a Pessoas com Deficiência (PCD). De acordo com a denúncia, a indicação contrariou o edital do concurso e prejudicou outro candidato que teria direito à vaga.

Após acusação de ‘furada de fila’ em concurso, João Campos é alvo de impeachment
Após acusação de ‘furada de fila’ em concurso, João Campos é alvo de impeachment (Foto: Reprodução)

O prefeito João Campos passou a enfrentar um pedido de impeachment protocolado na Câmara Municipal do Recife. A iniciativa partiu do vereador Eduardo Moura, após a repercussão de uma nomeação considerada irregular em concurso público para o cargo de procurador do município.


Segundo Moura, líder do Partido Novo na Casa, houve violação grave das regras do certame com o aval do chefe do Executivo.

— “Houve uma clara ‘furada de fila’ em um concurso público, com o aval do chefe do Executivo, o que caracteriza crime de responsabilidade e infração político-administrativa”, afirmou o parlamentar.


Nomeação em vaga PCD motiva denúncia

O pedido tem como base a nomeação de Lucas Vieira da Silva para uma vaga destinada a Pessoas com Deficiência (PCD). De acordo com a denúncia, a indicação contrariou o edital do concurso e prejudicou outro candidato que teria direito à vaga.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Município em 23 de dezembro de 2025, apesar de o candidato ter ficado na 63ª colocação. O ato ocorreu após um pedido de reclassificação apresentado mais de três anos depois da realização do concurso.

Negativa técnica revertida por decisão política

O concurso foi realizado em 2022 e homologado em junho de 2023. Em 29 de maio de 2025, Lucas Vieira solicitou requalificação para concorrer como PCD. O pedido foi negado por três procuradoras concursadas, em decisões técnicas sucessivas.

Mesmo assim, o processo foi encaminhado ao procurador-geral do município, Pedro Pontes, cargo comissionado indicado pelo prefeito. Em 20 de dezembro de 2025, ele reverteu as decisões técnicas. Três dias depois, João Campos oficializou a nomeação.

Diante da repercussão negativa e da pressão popular, a Prefeitura do Recife acabou revogando o ato.

Violação legal e questionamento do timing

Para Eduardo Moura, a conduta afronta normas expressas da administração pública.

— “Quando o prefeito descumpre o edital, ele pratica um ato contra a expressa disposição legal”, enfatizou.

O vereador sustenta que houve violação à Lei Orgânica do Município, à Lei de Improbidade Administrativa, ao Decreto-Lei 201 e até ao Código Penal.

— “Os atos atentam contra a probidade administrativa e contra o cumprimento das leis, o que configura crime de responsabilidade”, afirmou.


Moura também questiona o momento da nomeação. Segundo ele, a vaga deveria ter sido preenchida desde outubro de 2025 por um candidato regularmente classificado, mas permaneceu aberta até dezembro, quando ocorreu a nomeação agora contestada.

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