Novo Aciona TSE: Homenagem a Lula na Sapucaí é Propaganda Eleitoral com Dinheiro Público?
A ação contesta o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que homenageia diretamente o atual presidente — pré-candidato à reeleição em 2026 — e será apresentado na Marquês de Sapucaí durante o Carnaval.
Em mais um exemplo flagrante de como o PT mistura o público com o privado para fins eleitoreiros, o Partido Novo ingressou nesta terça-feira (10 de fevereiro de 2026) com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o próprio PT e a escola de samba Acadêmicos de Niterói por suposta propaganda eleitoral antecipada. A ação contesta o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que homenageia diretamente o atual presidente — pré-candidato à reeleição em 2026 — e será apresentado na Marquês de Sapucaí durante o Carnaval. Para o Novo, o desfile vai além de uma simples manifestação cultural: incorpora elementos típicos de campanhas, como referências à trajetória política de Lula, polarização eleitoral e símbolos petistas, configurando promoção pessoal com potencial uso de recursos públicos.O líder do Novo na Câmara, deputado Marcel van Hattem, foi direto ao criticar a prática:“O PT confunde propositalmente o público e o privado toda hora. Na verdade, o que Lula faz é sequestrar o Estado para seus próprios fins”, afirmou.Van Hattem reforçou que se trata de “campanha antecipada claríssima com dinheiro público” e destacou o conflito de interesse evidente: o dirigente máximo da agremiação é vereador pelo PT, o mesmo partido do homenageado, o que torna tênue a linha entre cultura e promoção política partidária.Conservadores veem nisso mais uma tentativa do establishment esquerdista de usar espaços financiados pelo contribuinte — como subsídios a escolas de samba — para impulsionar candidaturas, violando a isonomia eleitoral e a neutralidade do Estado. O TSE, relator do caso (possivelmente com o ministro André Mendonça), terá que decidir se o enredo extrapola os limites legais, podendo resultar em multa (o Novo pede valor equivalente ao custo do desfile, estimado em milhões) ou até proibição de elementos propagandísticos.A oposição segue firme na fiscalização: carnaval é cultura, não palanque eleitoral. O dinheiro do contribuinte deve servir ao povo, não a promoção pessoal de quem ocupa o Planalto.
Comentários (0)