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Gilmar manda destruir dados enviados a CPI sobre empresa da família Toffoli

Segundo o ministro, a CPI extrapolou o escopo de investigação definido na criação do colegiado.

Gilmar manda destruir dados enviados a CPI sobre empresa da família Toffoli
Gilmar manda destruir dados enviados a CPI sobre empresa da família Toffoli (Foto: Reprodução)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (27) a inutilização de dados eventualmente já enviados à CPI do Crime Organizado envolvendo empresas ligadas ao ministro Dias Toffoli. As quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático haviam sido aprovadas pela comissão e atingiam a empresa Maridt, vinculada à família de Toffoli. Na decisão, Mendes ordenou a “imediata inutilização/destruição do conteúdo; subsidiariamente, que se determine a custódia do material sob sigilo, com restrição de acesso e vedação de qualquer compartilhamento interno ou externo”, sob pena de sanções legais, após recurso apresentado pela empresa ao Supremo.


Segundo o ministro, a CPI extrapolou o escopo de investigação definido na criação do colegiado. A Maridt aparece como intermediária em negociações entre familiares de Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, investigado por suspeitas de fraude financeira, incluindo transações envolvendo o Tayayá Resort, no Paraná. Toffoli deixou a relatoria de caso relacionado ao banco após relatórios da Polícia Federal mencionarem seu nome em dados extraídos do celular do empresário, mas classificou as referências como “ilações”, negou vínculos com Vorcaro e afirmou que a empresa deixou o negócio em fevereiro de 2025, sem recebimento de valores.

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