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Silêncio do STF gera reação e CPMI cobra explicações sobre número suspeito

O ofício foi enviado à diretora-geral do STF, Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda, com solicitação de resposta em até dois dias úteis. Segundo Viana, diante do silêncio, a comissão deve acionar diretamente o presidente da Corte, Edson Fachin.

Silêncio do STF gera reação e CPMI cobra explicações sobre número suspeito
Silêncio do STF gera reação e CPMI cobra explicações sobre número suspeito (Foto: Reprodução)

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que o Supremo Tribunal Federal ainda não respondeu ao pedido do colegiado sobre um número de celular ligado à Corte que teria sido contatado pelo empresário Daniel Vorcaro.

O ofício foi enviado à diretora-geral do STF, Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda, com solicitação de resposta em até dois dias úteis. Segundo Viana, diante do silêncio, a comissão deve acionar diretamente o presidente da Corte, Edson Fachin.

O número em questão estaria associado ao ministro Alexandre de Moraes, que nega ter sido o destinatário das mensagens enviadas por Vorcaro.

– “É preciso identificar quem estava usando um número público, pago com dinheiro público”, afirmou o senador.


Entenda o caso

Daniel Vorcaro é investigado por supostamente liderar um esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master, envolvendo crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e invasão de dispositivos informáticos.

De acordo com as apurações, o esquema consistia na criação e venda de títulos de crédito sem lastro — ou seja, sem garantia real — utilizados para inflar artificialmente o patrimônio da instituição e atrair investidores.

Com essa aparência de solidez, o banco teria oferecido rendimentos até 40% acima do mercado, sem base financeira para sustentar os pagamentos. O esquema começou a ruir após o Banco Central do Brasil identificar inconsistências nos balanços e determinar a liquidação extrajudicial da instituição.

Agora, a CPMI busca esclarecer possíveis conexões e responsabilidades, ampliando a pressão sobre o STF para esclarecer o uso do número citado nas investigações.

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