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Oposição articula impeachment de Gilmar após ministro pedir investigação de Zema ao STF

A virada ocorre após uma sequência de decisões polêmicas e marca uma queda acentuada em relação ao início da série histórica, quando 56% demonstravam confiança.

Oposição articula impeachment de Gilmar após ministro pedir investigação de Zema ao STF
Oposição articula impeachment de Gilmar após ministro pedir investigação de Zema ao STF (Foto: Reprodução)

Os parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados anunciaram na segunda-feira (20) que vão ingressar com um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A iniciativa é liderada pelo deputado federal Gilberto Silva (PL-PB) após o magistrado solicitar a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), no inquérito das fake news.

Na segunda, Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes pedindo a investigação de Zema por compartilhar em suas redes sociais um vídeo debochando dos ministros da Corte.


Em nota também divulgada nas redes, Gilberto Silva afirma que a oposição está preocupada de que a investigação de Zema, que é pré-candidato à presidência, abra “um precedente grave”.


“Um ex-chefe do Poder Executivo estadual passa a ser alvo de investigação por expressar opinião política. A crítica institucional, elemento essencial da democracia, passa a ser tratada como infração”, escreve Gilberto.

O desgaste do Supremo Tribunal Federal deixou de ser percepção isolada e passou a aparecer com força nos números: segundo levantamento da Genial/Quaest, pela primeira vez desde 2022 a maioria dos brasileiros declara não confiar na Corte, atingindo 53%, enquanto apenas 41% ainda dizem confiar. A virada ocorre após uma sequência de decisões polêmicas e marca uma queda acentuada em relação ao início da série histórica, quando 56% demonstravam confiança. O cenário se agrava com outro estudo da AtlasIntel em parceria com o Estadão, que já aponta desconfiança de 60%, reforçando a tendência de perda de credibilidade. A rejeição é ainda mais forte nas regiões Sul e Sudeste e entre brasileiros de maior renda, evidenciando um distanciamento crescente entre a Corte e parte significativa da sociedade — um sinal de alerta sobre o atual papel do STF no equilíbrio institucional do país.

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